Goiânia, 10 de fevereiro de 2010

Em 1980, graduei-me em Administração de Empresas, pela então Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, atual Uni-Anhanguera, acompanhando seus passos migratórios, que passaram pelo aluguel de salas do Colégio Agostiniano, do Colégio Santa Clara, para finalmente assentar-se, no bairro Cidade Jardim, Goiânia.

Ter cursado Administração de Empresas foi uma das melhores coisas que aconteceram em minha vida. O curso trouxe-me disciplina, organização, autoconfiança para executar ao mesmo tempo, vários projetos culturais sem correr o risco da perda de qualidade individual de cada um deles, eu que sou administrador de bens culturais.

Atento meus olhos sobre as coisas de Goiás, aprendi a admirar goianos que dentro do segmento específico de suas atuações tanto fizeram por nossa terra, lembrando de alguns como Pedro Ludovico Teixeira existencializador de Goiânia, Jaldo de Souza Santos ao tornar a farmácia brasileira respeitada em todo mundo, José Mendonça Teles brilhante defensor da cultura goiana e o administrador Samuel Albernaz, que sem dúvida, sem exageros pode ser considerado o construtor da Administração em Goiás. Assim como seu ancestral Mariano Teixeira dos Santos Albernaz fora o primeiro tipógrafo de Goiás ao montar as históricas páginas do primeiro jornal goiano, a Matutina Meiapontense, que circulou em Pirenópolis, entre 1830 a 1834, Samuel Albernaz vem linotipiando com extrema competência há mais de duas décadas, a Administração em Goiás.

Li neste jornal na semana retrasada um texto infeliz de um colega administrador publicado no dia 29 de janeiro, onde ele pondera certas reflexões a propósito da atuação do Sinago - Sindicato dos Administradores de Goiânia.

Seu artigo é caracterizado grotescamente pela evidente falta de memória ao que parece não se lembrar que de taperas que eram nominadas sedes do CRA-GO, Samuel Albernaz e seus pares diretivos ergueram uma das mais belas sedes da categoria de todo país. Isso só para lembrar apenas uma, uma mesmo, das suas ações que mudaram a cara e a alma da Administração em Goiás.

Omissivamente o texto do colega administrador deixa de mencionar o nome de Samuel Albernaz como presidente do Sinago, ao chamá-lo de “vaidoso” e voraz “pelo poder político”. Isso tudo é de uma insensatez descabida, para não dizer estúpida e de indisfarçável motivação política. Mesmo àqueles que pouco conhecem a história da Administração em Goiás, sabem que Samuel Albernaz nunca foi de pensar pequeno. Muito pelo contrário, nosso crescimento passou e ainda passa, embora isso provoque certas dores, em quem não tem a capacidade de realização, pelas mãos de Samuel Albernaz, ele que sempre pensou de forma macro pela categoria.

Agora, com a disponibilização da carta sindical concedida pelo ministério do Trabalho e Emprego ao Sinago, na tarde do dia 03.02.2010, a entidade existindo legal de corpo e alma, a categoria será privilegiada com a legitimidade obtida.

O texto em que nada agrega a nossa categoria do colega administrador motivou-me a filiar-me ao Sinago, isso é o que farei ainda essa semana.

Resguardando as devidas proporções, lembro mais uma vez: se Pedro Ludovico ergueu Goiânia, a Administração em Goiás, deve a sua construção a Samuel Albernaz.

Ubirajara Galli é escritor, administrador de empresas, diretor do Instituto Cultural José Mendonça Teles, membro do Conselho de Cultura do Município de Goiânia, do Conselho Editorial da Universidade Católica de Goiás, da União Brasileira de Escritores – Seção de Goiás, da Academia Goiana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás


Fonte: Ubirajara Galli

Associação Goiana de Administração
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